Uma pesquisa divulgada no dia 1 de setembro mostrou que indivíduos que têm uma dieta rica em gorduras e proteínas de origem animal desenvolvem um grupo de bactérias intestinais diferente daqueles que ingerem maior quantidade de alimentos de origem vegetal. Há evidências de que essas bactérias intestinais podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças crônicas.
Apesar de nenhuma relação de causa e efeito ter sido comprovada, os pesquisadores ligaram microbiota alterada com muitas doenças e condições, incluindo obesidade, doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal.
O que é certo é que os microorganismos do intestino podem desempenhar um papel significativo e subestimado na saúde humana. Uma teoria é que nosso sistema imunológico pode reagir a determinadas bactérias no intestino, provocando uma resposta inflamatória que poderia contribuir para diversas doenças.
Outra hipótese é que as bactérias que vivem em nossos intestinos podem influenciar na eficiência da absorção dos nutrientes, o que interfere no risco de nos tornar obesos. Estudos anteriores em roedores mostraram que se as bactérias intestinais de um animal obeso for transplantada em um animal eutrófico (peso dentro da normalidade), este se tornará obeso.
O que pode-se concluir é que: uma alimentação tida como “mais saudável” para população em geral é aquela que poderá contribuir para a formação de uma microbiota intestinal não obesogênica, e o indivíduo terá menos risco de se tornar obeso não apenas pela característica da dieta, mas também pelo estímulo microbiológico que ela causa no indivíduo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Chocolate é realmente bom para você?
Muitos de nós gostaríamos de acreditar que o chocolate é um alimento saudável. Comer chocolate pode trazer algumas vantagens à saúde, mas isso depende do tipo escolhido.
Os efeitos benéficos do chocolate são atribuídos ao cacau, e mais especificamente alto teor de flavonóides presentes no cacau, que são as substâncias bioativas. O processamento e a mistura de outras substâncias e alimentos (leite, manteiga de cacau, gorduras hidrogenadas, açúcar, etc) no preparo do chocolate leva a redução da concentraão de cacau e consequentemente de flavonóides, e desta maneira não são todos os chocolates que farão bem à sua saúde, e pelo contrário, podem fazer mal pela presença de gorduras e açúcares em excesso. O consumo de chocolates ao leite, brancos e com adição de açúcar não apresentará efeitos benéficos à saúde, e até poderá colocá-la em risco.
A idéia de que o cacau pode ser bom para a saúde deriva de estudos realizados com os índios Kuna, em que se verificou que o alto consumo de cacau não processado em uma bebida preparada sem aditivos levava a baixa prevalência de hipertensão arterial e risco cardiovascular (e não houve relação com a genética). Hoje estudos têm mostrado efeito benéfico do cacau na redução da pressão arterial, no risco cardiovascular, no diabetes, e no câncer.
Se você deseja comer chocolate para obter saúde e prevenção, deverá escolher aquele com alto teor de cacau (>50%) isento de açúcar e leite, em pequenas doses diárias, de 15 a 30 gramas, e sempre após refeições que contenham grande quantidade de fibras para que a absorção seja lenta, evitando o ganho de peso.
Fique atento!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Por que não basta cortar calorias para emagrecer?
No início deste mês a revista Super Interessante publicou um artigo sobre alimentação. Aborda os compostos bioativos e nutrientes presentes nos alimentos, que estimulam vias metabólicas para o controle do apetite/saciedade, compulsão alimentar, gasto energético, queima de lipídeos, e consequentemente interferem na perda de peso.
Ainda hoje muitas pessoas seguem dietas com cortes radicais de calorias, sem levar em consideração as necessidades nutricionais, perdem peso a custa da perda muscular, de água, vitaminas e minerais. Na maioria das vezes ficam apáticas, com deficiências nutricionais, e enfraquecidas, o que leva o organismo a acreditar que está em carência de nutrientes e assim passa a economizar energia, faz reversões nos hormônios que ocasiona o aumento do apetite e da ingestão alimentar, e provoca o acúmulo de todo pequeno excesso cometido – e assim fica cada vez mais difícil de perder peso.
O que a ciência descobriu é que não basta cortar calorias, é preciso dar ao organismo aquilo que ele precisa. Um exemplo disso é a substituição de 1 copo de refrigerante light por 1 copo de suco de uva integral sem açúcar diluído em água, que pode parecer errado por conter mais calorias, mas ocorrerá o seguinte:
*A queima de gordura corporal será maior pela presença de resveratrol
*A presença de antioxidantes auxiliará na prevenção de doenças crônicas
*Você não consumirá todos os aditivos alimentares que o refrigerante contêm, que intoxicam e dificultam a perda de peso.
Trocas inteligentes podem te surpreender, procure um profissional para identificar suas necessidades individuais e beneficie-se com uma dieta mais adequada!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Acúmulo de gordura visceral e fibras alimentares
Especialistas dividem a definição de gordura corporal em diferentes categorias: a gordura subcutânea, que você pode sentir sob a pele, e gordura visceral, que é um tipo mais perigoso escondido no abdomen, entre os órgãos.
A gordura visceral é nociva para a saúde devido ao risco aumentado de desenvolver intolerância à glicose, hipertensão arterial, dislipidemia, distúrbios da coagulação – componentes da famosa síndrome metabólica.
Em um novo estudo especialistas da Wake Forest University investigaram fatores que poderiam afetar a quantidade de gordura visceral em indivíduos. Eles estudaram mais de 1.100 adultos, através da verificação dos níveis de gordura visceral, da prática de atividade física, e do diário alimentar.
Foi observado um importante fator ligado à menor quantidade de gordura visceral, a ingestão de fibra solúvel. Para cada 10 gramas que os indivíduos ingeriram, o acúmulo de gordura visceral caiu em 3,7%. De acordo com o pesquisador-chefe, esta quantidade é encontrada em duas maçãs pequenas, uma xícara de ervilhas, e meia xícara de feijão. A atividade física também foi associada ao menor acúmulo de gordura visceral
Outras fontes de fibra solúvel são a aveia, laranja, pêra, milho, lentilha, cenoura e couve, o que significa que não será muito difícil encontrar fibras solúveis na sua próxima compra!
Proteja-se!
Fonte:
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/videos/news/fat_fiber_072711.html
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302006000200009
A gordura visceral é nociva para a saúde devido ao risco aumentado de desenvolver intolerância à glicose, hipertensão arterial, dislipidemia, distúrbios da coagulação – componentes da famosa síndrome metabólica.
Em um novo estudo especialistas da Wake Forest University investigaram fatores que poderiam afetar a quantidade de gordura visceral em indivíduos. Eles estudaram mais de 1.100 adultos, através da verificação dos níveis de gordura visceral, da prática de atividade física, e do diário alimentar.
Foi observado um importante fator ligado à menor quantidade de gordura visceral, a ingestão de fibra solúvel. Para cada 10 gramas que os indivíduos ingeriram, o acúmulo de gordura visceral caiu em 3,7%. De acordo com o pesquisador-chefe, esta quantidade é encontrada em duas maçãs pequenas, uma xícara de ervilhas, e meia xícara de feijão. A atividade física também foi associada ao menor acúmulo de gordura visceral
Outras fontes de fibra solúvel são a aveia, laranja, pêra, milho, lentilha, cenoura e couve, o que significa que não será muito difícil encontrar fibras solúveis na sua próxima compra!
Proteja-se!
Fonte:
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/videos/news/fat_fiber_072711.html
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302006000200009
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Que tipo de leite você pode tomar
O leite de vaca vem sendo considerado causador ou catalisador de diversas condições de doença, e por isso cada vez mais profissionais da área da saúde têm desencorajado o seu consumo. Os motivos são:
1. Intolerância a lactose: ocorre por redução na produção da enzima lactase, levando a má digestão da lactose, o que pode gerar distensão abdominal, gases e diarréia, má absorção de nutrientes e desconforto.
2. Alergia às proteínas do leite: neste caso as proteínas do leite são estranhas ao organismo, o que desencadeia um processo alérgico com produção de anticorpos e reação inflamatória no organismo. Pode ocorrer nas alergias respiratórias e doenças auto-imunes (e em outras doenças como acne e obesidade, representando uma reação imunológica tardia; a maioria das pessoas desconhece a relação desses problemas inflamatórios com o leite).
Se você está privado ou optou por não ingerir o leite, aí vão algumas opções e sua indicação de uso:
Leite de vaca com baixo teor de lactose: Pode ser usado por pessoas que têm intolerância à lactose, porém alguns indivíduos ainda apresentam sinais de má digestão, pois não é totalmente isento (ainda tem 10% do teor de lactose do leite convencional). Contra-indicado para pessoas com alergia à proteína do leite.
Opções disponíveis no mercado
Zymil (Parmalat)
Sensy (Batavo)
Elegê com baixo teor de lactose (Elegê)
Leite de soja: indicado para quem tem intolerância à lactose ou alergia ao leite de vaca. Atenção: algumas pessoas apresentam alergia à soja ou formação de gases em excesso, observar individualmente.
Opções disponíveis no mercado:
Ades
Sollys
Shefa
Mais Vita
Naturis
Soymilk
Soylait
Leite de arroz: Indicado para indivíduos que não podem consumir soja (por alergia ou formação de gases) e leite de vaca (por intolerância a lactose ou alergia as proteínas do leite).
Opções disponíveis no mercado:
Bio Rice – Vita Well
Bio Rice Drink – The bridge
Bio V de arroz – Jasmine
Leite de aveia: Indicado para indivíduos que não podem consumir soja (por alergia ou formação de gases) e leite de vaca (por intolerância a lactose ou alergia as proteínas do leite). Atenção: é o único leite que contém glúten.
Opções disponíveis no mercado:
Bio Avena Drink – The Bridge
Bio V de Aveia – Jasmine
Escolha o seu!
1. Intolerância a lactose: ocorre por redução na produção da enzima lactase, levando a má digestão da lactose, o que pode gerar distensão abdominal, gases e diarréia, má absorção de nutrientes e desconforto.
2. Alergia às proteínas do leite: neste caso as proteínas do leite são estranhas ao organismo, o que desencadeia um processo alérgico com produção de anticorpos e reação inflamatória no organismo. Pode ocorrer nas alergias respiratórias e doenças auto-imunes (e em outras doenças como acne e obesidade, representando uma reação imunológica tardia; a maioria das pessoas desconhece a relação desses problemas inflamatórios com o leite).
Se você está privado ou optou por não ingerir o leite, aí vão algumas opções e sua indicação de uso:
Leite de vaca com baixo teor de lactose: Pode ser usado por pessoas que têm intolerância à lactose, porém alguns indivíduos ainda apresentam sinais de má digestão, pois não é totalmente isento (ainda tem 10% do teor de lactose do leite convencional). Contra-indicado para pessoas com alergia à proteína do leite.
Opções disponíveis no mercado
Zymil (Parmalat)
Sensy (Batavo)
Elegê com baixo teor de lactose (Elegê)
Leite de soja: indicado para quem tem intolerância à lactose ou alergia ao leite de vaca. Atenção: algumas pessoas apresentam alergia à soja ou formação de gases em excesso, observar individualmente.
Opções disponíveis no mercado:
Ades
Sollys
Shefa
Mais Vita
Naturis
Soymilk
Soylait
Leite de arroz: Indicado para indivíduos que não podem consumir soja (por alergia ou formação de gases) e leite de vaca (por intolerância a lactose ou alergia as proteínas do leite).
Opções disponíveis no mercado:
Bio Rice – Vita Well
Bio Rice Drink – The bridge
Bio V de arroz – Jasmine
Leite de aveia: Indicado para indivíduos que não podem consumir soja (por alergia ou formação de gases) e leite de vaca (por intolerância a lactose ou alergia as proteínas do leite). Atenção: é o único leite que contém glúten.
Opções disponíveis no mercado:
Bio Avena Drink – The Bridge
Bio V de Aveia – Jasmine
Escolha o seu!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
POUCAS HORAS DE SONO PODEM PESAR NA BALANÇA
Se você é daquelas pessoas que está sempre correndo, dorme pouco, passa o dia cansado, e não consegue perder peso, a base do problema pode ser o seu hábito de dormir.
Um estudo recente realizado na Suécia revelou que homens jovens que foram privados do sono e se alimentaram da mesma maneira habitual, apresentaram redução no gasto energético 5 e 20%, quando comparado ao gasto energético nos momentos que dormiram adequadamente.
Em outro estudo realizado no Nova Iorque Obesity Research Center foram recrutados 30 indivíduos jovens com peso normal, que passaram 5 noites no instituto em 2 períodos diferentes. Durante o primeiro período do estudo eles foram autorizados a dormir 9 horas por noite, e no segundo período apenas 4 horas, e em ambos períodos foram alimentados com uma dieta restrita nos primeiros 4 dias, e no quinto dia poderiam comer o que quisessem. Ao final do estudo foi verificado que quando eles foram privados de sono ingeriram cerca de 300 kcal a mais no quinto dia, quando comparado ao período que dormiram normalmente.
Pesquisadores dizem que existem algumas explicações possíveis para a ligação entre o sono e a alimentação. Uma delas é que as horas de sono são importantes para liberação dos hormônios que ajudam a controlar a ingestão alimentar; de acordo com os mesmos, o sono parece desempenhar um papel de gerenciador do momento em que você sente fome, e que tipos de alimento você tem vontade de ingerir. Outra suposição é que a privação de sono pode levar o indivíduo a ceder aos desejos, consumindo mais alimentos de alto índice glicêmico e ricos em gorduras.
Se o hábito de dormir pouco for frequente no dia a dia, pode predispor o indivíduo privado de sono a desenvolver obesidade, dizem os pesquisadores.
Desta maneira, conclui-se que se você dorme pouco pode:
Gastar MENOS energia + Ingerir MAIS calorias = saldo positivo de energia = GANHO DE PESO CORPORAL
Cuide do seu sono, mantenha o peso adequado e tenha uma vida saudável!
Fonte: http://bit.ly/pIBBTT American Journal of Clinical Nutrition, online June 29, 2011.
Um estudo recente realizado na Suécia revelou que homens jovens que foram privados do sono e se alimentaram da mesma maneira habitual, apresentaram redução no gasto energético 5 e 20%, quando comparado ao gasto energético nos momentos que dormiram adequadamente.
Em outro estudo realizado no Nova Iorque Obesity Research Center foram recrutados 30 indivíduos jovens com peso normal, que passaram 5 noites no instituto em 2 períodos diferentes. Durante o primeiro período do estudo eles foram autorizados a dormir 9 horas por noite, e no segundo período apenas 4 horas, e em ambos períodos foram alimentados com uma dieta restrita nos primeiros 4 dias, e no quinto dia poderiam comer o que quisessem. Ao final do estudo foi verificado que quando eles foram privados de sono ingeriram cerca de 300 kcal a mais no quinto dia, quando comparado ao período que dormiram normalmente.
Pesquisadores dizem que existem algumas explicações possíveis para a ligação entre o sono e a alimentação. Uma delas é que as horas de sono são importantes para liberação dos hormônios que ajudam a controlar a ingestão alimentar; de acordo com os mesmos, o sono parece desempenhar um papel de gerenciador do momento em que você sente fome, e que tipos de alimento você tem vontade de ingerir. Outra suposição é que a privação de sono pode levar o indivíduo a ceder aos desejos, consumindo mais alimentos de alto índice glicêmico e ricos em gorduras.
Se o hábito de dormir pouco for frequente no dia a dia, pode predispor o indivíduo privado de sono a desenvolver obesidade, dizem os pesquisadores.
Desta maneira, conclui-se que se você dorme pouco pode:
Gastar MENOS energia + Ingerir MAIS calorias = saldo positivo de energia = GANHO DE PESO CORPORAL
Cuide do seu sono, mantenha o peso adequado e tenha uma vida saudável!
Fonte: http://bit.ly/pIBBTT American Journal of Clinical Nutrition, online June 29, 2011.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Disbiose intestinal X absorção
O intestino é o local onde ocorre o final da digestão dos alimentos, a absorção dos produtos da digestão (nutrientes, fitoquímicos, água etc), excreção daquilo que não é necessário ou que é nocivo ao organismo, e funciona como importante barreira imunológica, constituindo assim um órgão regulador da saúde.
O acúmulo de maus tratos com a função intestinal afeta o equilíbrio da microbiota, fazendo com que as bactérias nocivas aumentem, causando a disbiose intestinal.
*Possíveis causas da disbiose intestinal:
-Idade
-Estado nutricional
-Estresse
-Disponibilidade de material fermentável (lactose por exemplo)
-Má digestão
-Alimentação pobre em fibras
-pH intestinal
-Uso excessivo de antibióticos e antiinflamatórios
-Uso abusivo de laxantes (e fitoterápicos com efeito laxativo)
-Consumo excessivo de alimentos processados
-Baixa imunidade
A disbiose leva ao aumento na permeabilidade do intestino, o que resulta na absorção de produtos estranhos ao organismo como micro-organismos, toxinas e aditivos alimentares, na má absorção de nutrientes essenciais ao organismo, e na redução da capacidade de combater micro-organismos patogênicos.
A má absorção de nutrientes ocasionada pela disbiose intestinal pode trazer sérias consequências ao organismo, como a redução da competência imunológica, redução na capacidade antioxidante, deficiências nutricionais que podem causar doenças, desequilíbrios entre os nutrientes, etc.
Sabendo que a sua saúde é dependente da saúde intestinal, é importante se ter cuidados com a alimentação, evitando a ingestão excessiva de carnes vermelhas, ovos, leites e derivados, açúcares, e alimentos processados. Deve-se assim investir em alimentos fonte de frutooligosacarídeos (componentes que estimulam o crescimento da microbiota saudável) como: polpa de banana verde, cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho e alho-poró, além de frutas e cereais. Em alguns casos deve-se fazer reposição de micro-organismos (probióticos), mas isso deve ser avaliado individualmente.
Volto a reforçar que em qualquer tratamento nutricional o bom funcionamento intestinal é essencial. Muitas vezes podemos apresentar sinais e sintomas de problemas relacionados ao mal funcionamento do intestino sem sabermos essa relação; desta maneira procure um nutricionista e trate o seu intestino, ele é um grande aliado da sua saúde!
ALMEIDA et. al., Rev Bras Nutr Clin 2009; 24 (1): 58-65.
O acúmulo de maus tratos com a função intestinal afeta o equilíbrio da microbiota, fazendo com que as bactérias nocivas aumentem, causando a disbiose intestinal.
*Possíveis causas da disbiose intestinal:
-Idade
-Estado nutricional
-Estresse
-Disponibilidade de material fermentável (lactose por exemplo)
-Má digestão
-Alimentação pobre em fibras
-pH intestinal
-Uso excessivo de antibióticos e antiinflamatórios
-Uso abusivo de laxantes (e fitoterápicos com efeito laxativo)
-Consumo excessivo de alimentos processados
-Baixa imunidade
A disbiose leva ao aumento na permeabilidade do intestino, o que resulta na absorção de produtos estranhos ao organismo como micro-organismos, toxinas e aditivos alimentares, na má absorção de nutrientes essenciais ao organismo, e na redução da capacidade de combater micro-organismos patogênicos.
A má absorção de nutrientes ocasionada pela disbiose intestinal pode trazer sérias consequências ao organismo, como a redução da competência imunológica, redução na capacidade antioxidante, deficiências nutricionais que podem causar doenças, desequilíbrios entre os nutrientes, etc.
Sabendo que a sua saúde é dependente da saúde intestinal, é importante se ter cuidados com a alimentação, evitando a ingestão excessiva de carnes vermelhas, ovos, leites e derivados, açúcares, e alimentos processados. Deve-se assim investir em alimentos fonte de frutooligosacarídeos (componentes que estimulam o crescimento da microbiota saudável) como: polpa de banana verde, cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho e alho-poró, além de frutas e cereais. Em alguns casos deve-se fazer reposição de micro-organismos (probióticos), mas isso deve ser avaliado individualmente.
Volto a reforçar que em qualquer tratamento nutricional o bom funcionamento intestinal é essencial. Muitas vezes podemos apresentar sinais e sintomas de problemas relacionados ao mal funcionamento do intestino sem sabermos essa relação; desta maneira procure um nutricionista e trate o seu intestino, ele é um grande aliado da sua saúde!
ALMEIDA et. al., Rev Bras Nutr Clin 2009; 24 (1): 58-65.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Acne e dieta
Acne vulgaris, a doença de pele mais comum da civilização ocidental, tem sido relacionada à alimentação insulinotrópica, ou seja, aquela baseada em produtos que levam a liberação exagerada de insulina. Estima-se que 85% dos adolescentes ocidentais sofrem desta doença, e a dieta ocidental baseada em produtos lácteos e carboidratos de alto índice glicêmico tem ganhado destaque como fator influente no surgimento da doença. Especialmente os leites e derivados, e os produtos a base de proteína do soro do leite contribuem para elevação pós-prandial da insulina e do IGF-1, hormônios que provocam ativação das cascatas metabólicas que levam ao aumento da produção de gordura nas glândulas sebáceas, ocasionando a inflamação folicular. Outros alimentos relacionados ao surgimento do acne vulgaris são os carboidratos de alto índice glicêmico, ou seja, aqueles que aumentam rapidamente a glicose no sangue, como açúcares, farinhas refinadas, pães, bebidas industrializadas açucaradas, doces, etc.
Desta maneira, para tratar e evitar o surgimento do acne é necessário tomar as seguintes medidas:
1. Aumentar o consumo de frutas e verduras com cascas, talos e folhas; substituir as farinhas, pães brancos e cerais refinados pelas versões integrais.
2. Substituir as bebidas prontas (sucos, refrigerantes, chás, etc) por sucos de frutas naturais pouco coados e sem adição de açúcares.
3. Reduzir a quantidade de leites e derivados consumidos diariamente.
4. Reduzir a quantidade de doces na dieta.
5. Promover a educação nutricional do indivíduo submetido à dieta.
Estas medidas podem ser tomadas por indivíduos que buscam a redução da acne, ou até mesmo aqueles que desejam evitar o surgimento da mesma; entretanto, quando se trata de adolescentes e crianças o tratamento deve ser feito com acompanhamento nutricional, devido à fase delicada de crescimento. Procure um nutricionista!
Desta maneira, para tratar e evitar o surgimento do acne é necessário tomar as seguintes medidas:
1. Aumentar o consumo de frutas e verduras com cascas, talos e folhas; substituir as farinhas, pães brancos e cerais refinados pelas versões integrais.
2. Substituir as bebidas prontas (sucos, refrigerantes, chás, etc) por sucos de frutas naturais pouco coados e sem adição de açúcares.
3. Reduzir a quantidade de leites e derivados consumidos diariamente.
4. Reduzir a quantidade de doces na dieta.
5. Promover a educação nutricional do indivíduo submetido à dieta.
Estas medidas podem ser tomadas por indivíduos que buscam a redução da acne, ou até mesmo aqueles que desejam evitar o surgimento da mesma; entretanto, quando se trata de adolescentes e crianças o tratamento deve ser feito com acompanhamento nutricional, devido à fase delicada de crescimento. Procure um nutricionista!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
CUIDADOS COM OS POLIVITAMÍNICOS E MINERAIS
Os polivitamínicos e minerais têm sido usados de forma indiscriminada devido aos apelos da indústria farmacêutica através das embalagens e propagandas, e à não necessidade de prescrição médica para a compra.
É certo que a ingestão adequada de vitaminas e minerais trás benefícios ao organismo, proteção, bem como promove seu funcionamento adequado em nível intra e extra-celular. Entretanto, o que a maioria dos consumidores desta classe de suplementos não sabe é que cada indivíduo tem uma necessidade de minerais e vitaminas diferente, que depende da idade, do sexo, das condições clínicas que apresenta, da prática e intensidade da atividade física, da constituição genética, e do nível de estresse físico e psicológico; e muitas vezes não há necessidade de suplementação, pois apenas a alimentação supre as demandas fisiológicas do indivíduo.
Além das necessidades individuais, outro fator que deve ser questionado ao optar pelo uso destes suplementos é a composição dos mesmos e a forma química dos nutrientes.. muitos nutrientes interferem na absorção de outros, e a forma química é muito importante para permitir que sejam absorvidos, principalmente se você tem alguma deficiência.
Entretanto para algumas pessoas que não têm sinais e sintomas clínicos de deficiências, mas que a alimentação é inadequada, o uso pode ser benéfico, dependendo da formulação dos nutrientes.
Se você optar pelo uso de polivitamínicos e minerais deverá levar em conta: sua individualidade bioquímica, seus sinais e sintomas de deficiência e excesso de nutrientes, exames bioquímicos, horários e dosagens, interação com os alimentos, e a composição do polivitamínico em minerais e vitaminas, bem como a forma química destes. Para esta avaliação procure um nutricionista, que é o profissional mais adequado para prescrever e orientar o uso.
É certo que a ingestão adequada de vitaminas e minerais trás benefícios ao organismo, proteção, bem como promove seu funcionamento adequado em nível intra e extra-celular. Entretanto, o que a maioria dos consumidores desta classe de suplementos não sabe é que cada indivíduo tem uma necessidade de minerais e vitaminas diferente, que depende da idade, do sexo, das condições clínicas que apresenta, da prática e intensidade da atividade física, da constituição genética, e do nível de estresse físico e psicológico; e muitas vezes não há necessidade de suplementação, pois apenas a alimentação supre as demandas fisiológicas do indivíduo.
Além das necessidades individuais, outro fator que deve ser questionado ao optar pelo uso destes suplementos é a composição dos mesmos e a forma química dos nutrientes.. muitos nutrientes interferem na absorção de outros, e a forma química é muito importante para permitir que sejam absorvidos, principalmente se você tem alguma deficiência.
Entretanto para algumas pessoas que não têm sinais e sintomas clínicos de deficiências, mas que a alimentação é inadequada, o uso pode ser benéfico, dependendo da formulação dos nutrientes.
Se você optar pelo uso de polivitamínicos e minerais deverá levar em conta: sua individualidade bioquímica, seus sinais e sintomas de deficiência e excesso de nutrientes, exames bioquímicos, horários e dosagens, interação com os alimentos, e a composição do polivitamínico em minerais e vitaminas, bem como a forma química destes. Para esta avaliação procure um nutricionista, que é o profissional mais adequado para prescrever e orientar o uso.
terça-feira, 29 de março de 2011
PREPARE SEU SISTEMA IMUNOLÓGICO PARA O INVERNO!
A chegada do inverno traz consigo bruscas mudanças climáticas que predispõem os indivíduos a diversas afecções, como gripes, resfriados, infecções respiratórias, etc. Para evitar essas condições é preciso afastar os fatores de risco, como alimentação inadequada, baixa ingestão de água, estresse psicológico e físico, exposição à ambientes insalubres, etc.
Nesta época do ano o grande segredo para assegurar a saúde é fortalecer o sistema imunológico previamente; assim o organismo dispõe de substratos para combater os agentes que provocam essas doenças.
A nutrição desempenha papel essencial neste processo, pois a disponibilidade de nutrientes no organismo é o ponto crítico na formação, crescimento e manutenção de células e moléculas de defesa do sistema imune.
Portanto consuma diariamente:
1. Alimentos fonte de proteínas: carnes magras, leite e derivados, ovos, e leguminosas (feijão, soja, grão de bico, lentilha, etc). Vale lembrar que algumas pessoas apresentam alergias ou reações subclínicas à alguns tipos de proteínas, e assim devem ser avaliadas individualmente.
2. Alimentos fonte de ômega-3: peixes (principalmente de águas frias) e linhaça (estabilizada).
3. Alimentos fonte de ômega-6: óleos vegetais em geral, castanhas, nozes, amêndoas.
4. Alimentos fonte de vitamina C: acerola, laranja, limão, abacaxi, morango, entre outros (frutas sempre frescas ou em suco natural; o processamento sempre provoca perda significativa desta vitamina).
5. Alimentos fonte de vitamina E: óleos vegetais, abacate, nozes, castanhas e amêndoas.
6. Alimentos fonte de B-caroteno: Cenoura, mamão, melão (espécies alaranjadas), abóbora, folha de brócolis, espinafre, couve (importante ingerir junto à uma fonte de gordura para melhorar a absorção).
7. Alimentos fonte de vitamina D: óleos vegetais, ovos (gema).
8. Alimentos fonte de zinco: peixes, ostras, mariscos, carnes vermelhas, aves, nozes, cereais integrais.
9. Alimento fonte de selênio: castanha do Pará.
10. Alimentos fonte de nutrientes especiais (flavonóides, catequinas, carotenóides, etc): cogumelos, mel, geléia real, chá verde, suco de uva integral sem açúcar.
Além do citado, outros pontos são importantes:
1. Fazer ingestão energética adequada: ou caso contrário o organismo consumirá proteínas e poderá ocorrer redução da competência imunológica.
2. Variar a alimentação: outros nutrientes e fitoquímicos (substâncias presentes nos alimentos de origem vegetal) são adjuvantes no processo de defesa orgânica, e para adquirí-los é preciso seguir uma dieta com grande variedade, principalmente de frutas, hortaliças e temperos.
3. Ingerir o volume de água adequado (em média 2 litros ao dia).
Para estimular ainda mais o sistema imune você poderá utilizar outros nutrientes especiais através de suplementos como a glutamina, arginina, ácidos nucléicos, e probióticos, sempre sob orientação profissional.
Lembre-se que cada indivíduo possui sua necessidade nutricional, e assim deve ser avaliado cautelosamente, principalmente antes do uso de suplementos. Consulte seu nutricionista e proteja-se neste inverno!
Nesta época do ano o grande segredo para assegurar a saúde é fortalecer o sistema imunológico previamente; assim o organismo dispõe de substratos para combater os agentes que provocam essas doenças.
A nutrição desempenha papel essencial neste processo, pois a disponibilidade de nutrientes no organismo é o ponto crítico na formação, crescimento e manutenção de células e moléculas de defesa do sistema imune.
Portanto consuma diariamente:
1. Alimentos fonte de proteínas: carnes magras, leite e derivados, ovos, e leguminosas (feijão, soja, grão de bico, lentilha, etc). Vale lembrar que algumas pessoas apresentam alergias ou reações subclínicas à alguns tipos de proteínas, e assim devem ser avaliadas individualmente.
2. Alimentos fonte de ômega-3: peixes (principalmente de águas frias) e linhaça (estabilizada).
3. Alimentos fonte de ômega-6: óleos vegetais em geral, castanhas, nozes, amêndoas.
4. Alimentos fonte de vitamina C: acerola, laranja, limão, abacaxi, morango, entre outros (frutas sempre frescas ou em suco natural; o processamento sempre provoca perda significativa desta vitamina).
5. Alimentos fonte de vitamina E: óleos vegetais, abacate, nozes, castanhas e amêndoas.
6. Alimentos fonte de B-caroteno: Cenoura, mamão, melão (espécies alaranjadas), abóbora, folha de brócolis, espinafre, couve (importante ingerir junto à uma fonte de gordura para melhorar a absorção).
7. Alimentos fonte de vitamina D: óleos vegetais, ovos (gema).
8. Alimentos fonte de zinco: peixes, ostras, mariscos, carnes vermelhas, aves, nozes, cereais integrais.
9. Alimento fonte de selênio: castanha do Pará.
10. Alimentos fonte de nutrientes especiais (flavonóides, catequinas, carotenóides, etc): cogumelos, mel, geléia real, chá verde, suco de uva integral sem açúcar.
Além do citado, outros pontos são importantes:
1. Fazer ingestão energética adequada: ou caso contrário o organismo consumirá proteínas e poderá ocorrer redução da competência imunológica.
2. Variar a alimentação: outros nutrientes e fitoquímicos (substâncias presentes nos alimentos de origem vegetal) são adjuvantes no processo de defesa orgânica, e para adquirí-los é preciso seguir uma dieta com grande variedade, principalmente de frutas, hortaliças e temperos.
3. Ingerir o volume de água adequado (em média 2 litros ao dia).
Para estimular ainda mais o sistema imune você poderá utilizar outros nutrientes especiais através de suplementos como a glutamina, arginina, ácidos nucléicos, e probióticos, sempre sob orientação profissional.
Lembre-se que cada indivíduo possui sua necessidade nutricional, e assim deve ser avaliado cautelosamente, principalmente antes do uso de suplementos. Consulte seu nutricionista e proteja-se neste inverno!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
CARALLUMA FIMBRIATA FUNCIONA?
Em 2007 foi publicado no periódico Appetite um estudo que avaliou os efeitos da planta caralluma fimbriata no apetite, na ingestão energética, no percentual de gordura corporal, no peso corporal e IMC, na circunferência da cintura e do quadril. Foram comparados dois grupos de indivíduos com sobrepeso (50 indivíduos no total), sendo que 1 dos grupos recebeu o extrato da planta e o outro recebeu placebo, e ambos os grupos foram submetidos à dieta para perda de peso e atividade física. Após dois meses de intervenção os dois grupos foram avaliados e comparados, e foram encontradas diferenças significativas na circunferência da cintura e no apetite (redução destes parâmetros no grupo que recebeu o extrato).
Desde a publicação deste estudo esta planta virou a febre dos “dietistas” de plantão, e vem sendo comercializada livremente em larga escala, ocorrendo constantemente a auto-prescrição.
O que os consumidores não se perguntam é se este extrato é realmente seguro, e se de fato promoverá a redução do apetite e da circunferência da cintura.
Embora eu adore os fitoterápicos, não costumo prescrever este extrato, pois para mim um estudo apenas não é suficiente para comprovar sua eficácia e segurança. São necessários mais estudos, com metodologias bem descritas e elaboradas, para assim podermos usar com segurança.
No dia 21 de dezembro a ANVISA proibiu a venda e a manipulação desta substância alegando que não é possível comprovar os efeitos prometidos, e se pode ou não causar males à saúde.
Questione sempre sua nutricionista ou médico a respeito de suplementos e fitoterápicos que você pretende usar, assim terá segurança no seu tratamento!
Desde a publicação deste estudo esta planta virou a febre dos “dietistas” de plantão, e vem sendo comercializada livremente em larga escala, ocorrendo constantemente a auto-prescrição.
O que os consumidores não se perguntam é se este extrato é realmente seguro, e se de fato promoverá a redução do apetite e da circunferência da cintura.
Embora eu adore os fitoterápicos, não costumo prescrever este extrato, pois para mim um estudo apenas não é suficiente para comprovar sua eficácia e segurança. São necessários mais estudos, com metodologias bem descritas e elaboradas, para assim podermos usar com segurança.
No dia 21 de dezembro a ANVISA proibiu a venda e a manipulação desta substância alegando que não é possível comprovar os efeitos prometidos, e se pode ou não causar males à saúde.
Questione sempre sua nutricionista ou médico a respeito de suplementos e fitoterápicos que você pretende usar, assim terá segurança no seu tratamento!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
INDIVIDUALIDADE BIOQUÍMICA
Hoje temos cada vez mais acesso a dietas da moda para os mais variados objetivos. Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que muitas vezes essas dietas podem puxar o gatilho contra você mesmo.. estamos falando aqui sobre individualidade bioquímica, construída através da interação dos seus genes com componentes ambientes aos quais você se expõe.
Quando se almeja um objetivo seguindo uma dieta é impossível dissociar a saúde deste, portanto temos que buscar o que é mais saudável para nós mesmos, e nem sempre o que é saudável para mim é para você também.
Ouço repetidamente a seguinte frase: “eu me alimento bem, como frutas, verduras, etc, não faltam nutrientes pra mim!” Quem disse a você que qualquer fruta é saudável para as suas células? E quem sabe aquela dificuldade de perda de peso é uma alergia oculta a alguma fruta? E quem sabe aquela dermatite é alergia a castanhas ou ao leite? E a constipação, e a ansiedade?
Hoje considero essencial elaborar “planos alimentares” individualizados, considerando os sinais, sintomas e provas bioquímicas (exames, etc). Seguir dietas e “prescrições” de suplementos da moda provavelmente não é a forma mais adequada de alcançar a saúde plena e os demais objetivos. Pense nisso!
Quando se almeja um objetivo seguindo uma dieta é impossível dissociar a saúde deste, portanto temos que buscar o que é mais saudável para nós mesmos, e nem sempre o que é saudável para mim é para você também.
Ouço repetidamente a seguinte frase: “eu me alimento bem, como frutas, verduras, etc, não faltam nutrientes pra mim!” Quem disse a você que qualquer fruta é saudável para as suas células? E quem sabe aquela dificuldade de perda de peso é uma alergia oculta a alguma fruta? E quem sabe aquela dermatite é alergia a castanhas ou ao leite? E a constipação, e a ansiedade?
Hoje considero essencial elaborar “planos alimentares” individualizados, considerando os sinais, sintomas e provas bioquímicas (exames, etc). Seguir dietas e “prescrições” de suplementos da moda provavelmente não é a forma mais adequada de alcançar a saúde plena e os demais objetivos. Pense nisso!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
CIRURGIA E CICATRIZAÇÃO ADEQUADA: O QUE A NUTRIÇÃO TEM A VER COM ISSO?
Atualmente a busca pela forma ideal não é apenas das mulheres, cada vez mais os homens têm ocupado esse espaço, e a cirurgia plástica tem sido um dos procedimentos mais realizados nesse público. Mas o procedimento por si só não é mágico, é necessário ter certos cuidados para que os resultados sejam àqueles desejados quando se planejou a cirurgia. Os fatores envolvidos no sucesso de uma cirurgia plástica são inúmeros e vão desde a nutrição adequada no período Perioperatório, um bom estado imunológico, a ausência de tabagismo e uso de drogas, estado nutricional adequado, disponibilidade para realizar repouso no período pós-operatório, utilização de medicamentos adequada (tanto via oral quanto tópico), entre outros. A cicatrização é uma etapa crítica no processo, e pode determinar o sucesso da cirurgia.
Para uma boa cicatrização um dos fatores mais influentes é o estado nutricional adequado. Isso implica em um balanço adequado entre a gordura corporal e a musculatura, bem como a disponibilidade de energia, macro e micronutrientes, essenciais ao processo de regeneração do tecido.
A cicatrização é um processo com três etapas diferentes: fase inflamatória, fase proliferativa e a fase final que determinará a elasticidade da cicatriz. Na primeira etapa é essencial que estejam disponíveis as quantidades adequadas de proteínas e de ômega-3, que farão a imunomodulação e prevenirão que o organismo faça uma resposta inflamatória exagerada. Outros nutrientes imunomoduladores importantes nesse momento são: arginina, que melhora a perfusão sanguínea e o anabolismo de proteínas, a glutamina e o zinco, que melhoram a proliferação de células do sistema imunológico, as vitaminas A, E, C, e o selênio que serão importantes para a função antioxidante, devido a grande quantidade de radicais livres que o processo gera. Na fase seguinte é importante que estejam presentes todos os nutrientes citados anteriormente, e também os nucleotídeos, que terão função de síntese de novas células do tecido de cicatrização.
Esses nutrientes já devem estar presentes na dieta, mas infelizmente sabe-se que essa não é a realidade da maioria das pessoas que optam por realizar um procedimento como este. Desta forma pense em realizar uma avaliação nutricional antes da realização da cirurgia plástica, pois isso lhe renderá melhores resultados. Ademais, algumas vezes é preciso fazer suplementação para corrigir os erros dietéticos; lembre-se que essa avaliação e/ou prescrição não deve ser feita por conta própria, conte sempre com um profissional adequado e obtenha sucesso no seu tratamento.
Para uma boa cicatrização um dos fatores mais influentes é o estado nutricional adequado. Isso implica em um balanço adequado entre a gordura corporal e a musculatura, bem como a disponibilidade de energia, macro e micronutrientes, essenciais ao processo de regeneração do tecido.
A cicatrização é um processo com três etapas diferentes: fase inflamatória, fase proliferativa e a fase final que determinará a elasticidade da cicatriz. Na primeira etapa é essencial que estejam disponíveis as quantidades adequadas de proteínas e de ômega-3, que farão a imunomodulação e prevenirão que o organismo faça uma resposta inflamatória exagerada. Outros nutrientes imunomoduladores importantes nesse momento são: arginina, que melhora a perfusão sanguínea e o anabolismo de proteínas, a glutamina e o zinco, que melhoram a proliferação de células do sistema imunológico, as vitaminas A, E, C, e o selênio que serão importantes para a função antioxidante, devido a grande quantidade de radicais livres que o processo gera. Na fase seguinte é importante que estejam presentes todos os nutrientes citados anteriormente, e também os nucleotídeos, que terão função de síntese de novas células do tecido de cicatrização.
Esses nutrientes já devem estar presentes na dieta, mas infelizmente sabe-se que essa não é a realidade da maioria das pessoas que optam por realizar um procedimento como este. Desta forma pense em realizar uma avaliação nutricional antes da realização da cirurgia plástica, pois isso lhe renderá melhores resultados. Ademais, algumas vezes é preciso fazer suplementação para corrigir os erros dietéticos; lembre-se que essa avaliação e/ou prescrição não deve ser feita por conta própria, conte sempre com um profissional adequado e obtenha sucesso no seu tratamento.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O COMER COMPULSIVO E O GANHO DE PESO
Dietas da moda, restrições alimentares severas e períodos de jejum, utilização de medicamentos anorexígenos e estimulantes do sistema nervoso autônomo adrenérgico.. esse repertório extensamente conhecido de práticas pode levar à perda de peso, principalmente por perda de musculatura devido a alta restrição energética em curto período de tempo. O que ocorre depois já é sabido: parada no método, comer compulsivo, a famosa gula, e o indesejado ganho de peso.. reação de rebote! Com a utilização inadequada desses métodos dificilmente se trata a real causa do problema.
Hoje em dia com todos os estressores à que somos submetidos é cada vez mais comum e incidente o diagnóstico de depressão e ansiedade, causadas pela redução de neurotransmissores no cérebro, principalmente de serotonina, tendo como conseqüência a compulsão alimentar (poucas vezes levam à perda de apetite) e o ganho de peso. Então nesses casos, aqueles métodos citados no início do texto não tratam a base do problema, apenas a mascaram por um curto período de tempo e podem agravar a situação.
Desta forma, quando se objetiva a perda de peso é sempre importante realizar uma investigação criteriosa sobre as causas do problema, ao invés de procurar soluções rápidas que podem ser falhas.
Mas como tratar? Muitas vezes é preciso investir em psicoterapia com profissional capacitado. Na maioria dos casos é possível começar o tratamento com a nutrição funcional, utilizando alimentos e fitoterápicos que regulam a síntese de serotonina controlando a compulsão.
Dentre os alimentos, aqueles com maior concentração de triptofano levam ao aumento de serotonina cerebral. São eles: banana, sementes oleaginosas, soja e derivados, ovos, carne, frango, e leite. Vale lembrar que é sempre importante avaliar o consumo de leites e derivados, tendo em vista a alta incidência de intolerância à lactose observada hoje na população.
Outra forma de melhorar a ansiedade através da alimentação é com o consumo adequado de carboidratos junto ao alimento fonte de triptofano, o que aumenta a utilização para síntese de serotonina no cérebro. Pode-se assim associar mel, melado, frutas com maior concentração de açúcares, e cereais integrais.
As plantas também podem ser muito úteis no tratamento da compulsão alimentar. Aquelas que regulam a neurotransmissão serotoninérgica são: griffonia simplicifolia, camomila, melissa, valeriana, magnólia, garcínia, entre outras.
Existem outros tipos de problemas nervosos que podem alterar o comportamento alimentar. Portanto é sempre indicado que se procure um profissional capacitado a identificar o seu problema antes de se auto-diagnosticar e/ou optar por um tratamento independente.
Hoje em dia com todos os estressores à que somos submetidos é cada vez mais comum e incidente o diagnóstico de depressão e ansiedade, causadas pela redução de neurotransmissores no cérebro, principalmente de serotonina, tendo como conseqüência a compulsão alimentar (poucas vezes levam à perda de apetite) e o ganho de peso. Então nesses casos, aqueles métodos citados no início do texto não tratam a base do problema, apenas a mascaram por um curto período de tempo e podem agravar a situação.
Desta forma, quando se objetiva a perda de peso é sempre importante realizar uma investigação criteriosa sobre as causas do problema, ao invés de procurar soluções rápidas que podem ser falhas.
Mas como tratar? Muitas vezes é preciso investir em psicoterapia com profissional capacitado. Na maioria dos casos é possível começar o tratamento com a nutrição funcional, utilizando alimentos e fitoterápicos que regulam a síntese de serotonina controlando a compulsão.
Dentre os alimentos, aqueles com maior concentração de triptofano levam ao aumento de serotonina cerebral. São eles: banana, sementes oleaginosas, soja e derivados, ovos, carne, frango, e leite. Vale lembrar que é sempre importante avaliar o consumo de leites e derivados, tendo em vista a alta incidência de intolerância à lactose observada hoje na população.
Outra forma de melhorar a ansiedade através da alimentação é com o consumo adequado de carboidratos junto ao alimento fonte de triptofano, o que aumenta a utilização para síntese de serotonina no cérebro. Pode-se assim associar mel, melado, frutas com maior concentração de açúcares, e cereais integrais.
As plantas também podem ser muito úteis no tratamento da compulsão alimentar. Aquelas que regulam a neurotransmissão serotoninérgica são: griffonia simplicifolia, camomila, melissa, valeriana, magnólia, garcínia, entre outras.
Existem outros tipos de problemas nervosos que podem alterar o comportamento alimentar. Portanto é sempre indicado que se procure um profissional capacitado a identificar o seu problema antes de se auto-diagnosticar e/ou optar por um tratamento independente.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
EMAGRECIMENTO: ADJUVANTES DA DIETA
Atualmente sabe-se que o processo de emagrecimento pode ocorrer mediante a combinação ou não de vários fatores como alterações no comportamento alimentar, a prática regular de atividade física, a predisposição genética, a regulação hormonal, a utilização de fármacos, fitoterápicos e nutracêuticos, e por fim procedimentos cirúrgicos. A administração de fitoterápicos e nutracêuticos que tem por objetivo alteração no peso corporal é uma prática utilizada há muitos anos, e, tem conquistado grande importância nos tratamentos atuais.
Os fitoterápicos e nutracêuticos que têm uso destinado ao emagrecimento podem atuar no organismo através de diversos mecanismos, como pela redução da digestão e absorção de carboidratos e gorduras (inibição de enzimas digestivas), pelo retardo da velocidade do esvaziamento gástrico, através da estimulação da liberação de hormônios gastrintestinais e promoção da sensação de saciedade, do aumento da síntese de neurotransmissores relacionados à redução da ansiedade e do apetite, do aumento da termogênese e gasto energético, e da redução da síntese e acúmulo de gorduras no tecido adiposo.
Abaixo listo alguns exemplos:
- Redução na digestão e absorção de carboidratos: faseolamina
- Redução na digestão e absorção de gorduras: quitosana
- Retardamento da velocidade do esvaziamento gátrico: psyllium
- Liberação de hormônios gastrintestinais: Óleo de coco extra virgem
- Aumento na síntese de neurotransmissores: Griffonia simplicifolia
- Aumento da termogênese: Guaraná
- Inibição da síntese e acúmulo de gorduras: Chá verde, chá branco (camelia sinensis)
Fitoterápicos e nutracêuticos podem ser benéficos em vários casos. Entretanto é preciso fazer uma avaliação criteriosa a respeito da necessidade de utilizá-los, pois apesar de não serem considerados medicamentos podem ter contra-indicações e efeitos adversos. Ademais, não existem poções milagrosas, o uso dessas substâncias irá auxiliar o tratamento e não será a intervenção principal. Desta forma não utilize por conta própria, procure um profissional capacitado em fazer a prescrição adequada ao seu caso, e orientar sobre a necessidade de agregar outros tipos de tratamento.
Os fitoterápicos e nutracêuticos que têm uso destinado ao emagrecimento podem atuar no organismo através de diversos mecanismos, como pela redução da digestão e absorção de carboidratos e gorduras (inibição de enzimas digestivas), pelo retardo da velocidade do esvaziamento gástrico, através da estimulação da liberação de hormônios gastrintestinais e promoção da sensação de saciedade, do aumento da síntese de neurotransmissores relacionados à redução da ansiedade e do apetite, do aumento da termogênese e gasto energético, e da redução da síntese e acúmulo de gorduras no tecido adiposo.
Abaixo listo alguns exemplos:
- Redução na digestão e absorção de carboidratos: faseolamina
- Redução na digestão e absorção de gorduras: quitosana
- Retardamento da velocidade do esvaziamento gátrico: psyllium
- Liberação de hormônios gastrintestinais: Óleo de coco extra virgem
- Aumento na síntese de neurotransmissores: Griffonia simplicifolia
- Aumento da termogênese: Guaraná
- Inibição da síntese e acúmulo de gorduras: Chá verde, chá branco (camelia sinensis)
Fitoterápicos e nutracêuticos podem ser benéficos em vários casos. Entretanto é preciso fazer uma avaliação criteriosa a respeito da necessidade de utilizá-los, pois apesar de não serem considerados medicamentos podem ter contra-indicações e efeitos adversos. Ademais, não existem poções milagrosas, o uso dessas substâncias irá auxiliar o tratamento e não será a intervenção principal. Desta forma não utilize por conta própria, procure um profissional capacitado em fazer a prescrição adequada ao seu caso, e orientar sobre a necessidade de agregar outros tipos de tratamento.
terça-feira, 18 de maio de 2010
COLÁGENO HIDROLISADO FUNCIONA?
O colágeno é uma proteína extraída da articulação e pele de bovinos, que passa por um processo de hidrólise seguida de liofilização para o consumo humano. No corpo humano o colágeno representa 30% do total de proteínas, e tem função estrutural, sendo encontrado principalmente na pele, nos ossos, tendões, músculos, e ligamentos.
O colágeno possui 8 dos 9 aminoácidos essenciais (não contém triptofano) e uma concentração de glicina e prolina cerca de 20 vezes superior às encontradas nas demais proteínas. Na sua forma hidrolisada permite uma rápida absorção para a corrente sanguínea.
Mas por que será que o colágeno é benéfico para a pele, ossos, músculos e articulações, se as outras proteínas de origem animal são mais completas em aminoácidos? O colágeno se liga nos tecidos?? O colágeno ingerido não se fixa ao tecido, esse efeito benéfico provavelmente se deve a alta concentração plasmática de glicina e prolina, que estimulam as células destes tecidos a produzirem o colágeno conferindo resistência e estrutura. Os estudos científicos ainda não confirmaram o real efeito do colágeno ingerido no crescimento de colágeno nos tecidos, apenas especula-se no meio científico esse modo de ação.
Hoje em dia o colágeno tem sido utilizado para fins cosméticos, principalmente no combate ao envelhecimento e às rugas, para fins esportivos (aumento da massa muscular, melhora do desempenho), e também nas doenças osteo-articulares, sendo estas últimas com melhores resultados na redução da dor e na preservação da densidade óssea.
Para se ter o melhor benefício do colágeno é importante associar outros nutrientes. A vitamina C é essencial à produção do colágeno nos tecidos e assim deve estar presente diariamente na alimentação. Para reduzir a degradação do colágeno, além de evitar a exposição excessiva à radiação ultravioleta, pode-se associar a ingestão de antioxidantes como a vitamina A, vitamina E, o pinus pinaster, o chá verde, o polypodium leucotomus, e o ácido alfa-lipóico. E lembre-se, uma boa hidratação é sempre bem vinda!
O colágeno possui 8 dos 9 aminoácidos essenciais (não contém triptofano) e uma concentração de glicina e prolina cerca de 20 vezes superior às encontradas nas demais proteínas. Na sua forma hidrolisada permite uma rápida absorção para a corrente sanguínea.
Mas por que será que o colágeno é benéfico para a pele, ossos, músculos e articulações, se as outras proteínas de origem animal são mais completas em aminoácidos? O colágeno se liga nos tecidos?? O colágeno ingerido não se fixa ao tecido, esse efeito benéfico provavelmente se deve a alta concentração plasmática de glicina e prolina, que estimulam as células destes tecidos a produzirem o colágeno conferindo resistência e estrutura. Os estudos científicos ainda não confirmaram o real efeito do colágeno ingerido no crescimento de colágeno nos tecidos, apenas especula-se no meio científico esse modo de ação.
Hoje em dia o colágeno tem sido utilizado para fins cosméticos, principalmente no combate ao envelhecimento e às rugas, para fins esportivos (aumento da massa muscular, melhora do desempenho), e também nas doenças osteo-articulares, sendo estas últimas com melhores resultados na redução da dor e na preservação da densidade óssea.
Para se ter o melhor benefício do colágeno é importante associar outros nutrientes. A vitamina C é essencial à produção do colágeno nos tecidos e assim deve estar presente diariamente na alimentação. Para reduzir a degradação do colágeno, além de evitar a exposição excessiva à radiação ultravioleta, pode-se associar a ingestão de antioxidantes como a vitamina A, vitamina E, o pinus pinaster, o chá verde, o polypodium leucotomus, e o ácido alfa-lipóico. E lembre-se, uma boa hidratação é sempre bem vinda!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
BENEFÍCIOS DO ÔMEGA-3
Você já ouviu falar em ômega-3?
São tipos de gorduras essenciais ao organismo, que não temos a capacidade de produzir, e assim precisamos obtê-las diariamente através da alimentação. As principais fontes deste nutriente são os peixes de água fria como o salmão, a sardinha, o arenque, o atum entre outros, a linhaça, e em menor grau o óleo de soja e de canola.
O interesse pelo ômega-3 surgiu em 1970, pela observação de que esquimós da Groenlândia apresentavam baixa incidência de doença coronariana, maior tempo de sangramento e menor concentração de lipídeos e lipoproteínas plasmáticas (colesterol, triglicerídeos). Verificou-se que as alterações não eram relacionadas a fatores genéticos, mas ambientais, provavelmente relacionados ao alto consumo de peixe, hábito diário daquela população. Os resultados foram confirmados posteriormente em estudo do realizado no Japão.
A partir de então, as pesquisas com a utilização do ômega-3 nas mais diversas doenças e como fator preventivo vêm comprovando seu efeito benéfico.
No nosso organismo o ômega-3 compõe as membranas das células, o que deflagra inúmeros benefícios. O metabolismo do ômega-3 faz com que ele produza efeitos imunomoduladores e antiinflamatórios, com evidência de benefícios na artrite reumatóide, alguns tipos de câncer, doença de Crohn, colite ulcerativa, psoríase, asma, lúpus e fibrose cística.
Além disso, já foi demonstrado que o ômega-3 reduz os triglicerídeos plasmáticos e a agregação plaquetária, contribuindo assim para uma prevenção de doenças cardiovasculares.
Os efeitos do ômega-3 não param por aí. Estudos têm demonstrado que a utilização do ômega-3 afeta também o sistema nervoso, modulando a memória, atuando na prevenção da demência, e trazendo melhoras na depressão e transtorno bipolar.
Hoje em dia, com a contaminação dos peixes grandes por mercúrio, com a alimentação artificial fornecida a eles, e com os riscos de contaminação microbiológica, é necessário atentar à procedência e ao tipo de pescado que você irá consumir. Para aqueles que não têm condições de utilizar o peixe na sua alimentação todos os dias, existem cápsulas de óleo de peixe livre de odor e de mercúrio, enriquecidas com vitamina E que impede sua oxidação, sendo uma boa opção par garantir as doses diárias.
Importante! Os ácidos graxos ômega-6, presentes nos óleos vegetais e em muitos produtos industrializados, também são essenciais e atuam de forma importante ao equilíbrio do organismo. Entretanto o seu consumo elevado inibe os efeitos benéficos do ômega-3, já que eles são competitivos pela mesma enzima para o seu metabolismo. Sendo assim, é necessário ter cautela ao consumir os dois tipos de gorduras, para se ter a quantidade adequada de cada um deles na dieta.
Atualmente existem recomendações de consumo diário de ômega-3 e ômega-6, e a relação adequada entre eles, para pessoas saudáveis. As recomendações para indivíduos que apresentem ou sejam portadores de alguma doença são baseadas em pesquisas científicas. Se você deseja saber a sua necessidade, procure um especialista, pois é o profissional adequado a fazer a prescrição dietética de acordo com as suas necessidades individuais.
São tipos de gorduras essenciais ao organismo, que não temos a capacidade de produzir, e assim precisamos obtê-las diariamente através da alimentação. As principais fontes deste nutriente são os peixes de água fria como o salmão, a sardinha, o arenque, o atum entre outros, a linhaça, e em menor grau o óleo de soja e de canola.
O interesse pelo ômega-3 surgiu em 1970, pela observação de que esquimós da Groenlândia apresentavam baixa incidência de doença coronariana, maior tempo de sangramento e menor concentração de lipídeos e lipoproteínas plasmáticas (colesterol, triglicerídeos). Verificou-se que as alterações não eram relacionadas a fatores genéticos, mas ambientais, provavelmente relacionados ao alto consumo de peixe, hábito diário daquela população. Os resultados foram confirmados posteriormente em estudo do realizado no Japão.
A partir de então, as pesquisas com a utilização do ômega-3 nas mais diversas doenças e como fator preventivo vêm comprovando seu efeito benéfico.
No nosso organismo o ômega-3 compõe as membranas das células, o que deflagra inúmeros benefícios. O metabolismo do ômega-3 faz com que ele produza efeitos imunomoduladores e antiinflamatórios, com evidência de benefícios na artrite reumatóide, alguns tipos de câncer, doença de Crohn, colite ulcerativa, psoríase, asma, lúpus e fibrose cística.
Além disso, já foi demonstrado que o ômega-3 reduz os triglicerídeos plasmáticos e a agregação plaquetária, contribuindo assim para uma prevenção de doenças cardiovasculares.
Os efeitos do ômega-3 não param por aí. Estudos têm demonstrado que a utilização do ômega-3 afeta também o sistema nervoso, modulando a memória, atuando na prevenção da demência, e trazendo melhoras na depressão e transtorno bipolar.
Hoje em dia, com a contaminação dos peixes grandes por mercúrio, com a alimentação artificial fornecida a eles, e com os riscos de contaminação microbiológica, é necessário atentar à procedência e ao tipo de pescado que você irá consumir. Para aqueles que não têm condições de utilizar o peixe na sua alimentação todos os dias, existem cápsulas de óleo de peixe livre de odor e de mercúrio, enriquecidas com vitamina E que impede sua oxidação, sendo uma boa opção par garantir as doses diárias.
Importante! Os ácidos graxos ômega-6, presentes nos óleos vegetais e em muitos produtos industrializados, também são essenciais e atuam de forma importante ao equilíbrio do organismo. Entretanto o seu consumo elevado inibe os efeitos benéficos do ômega-3, já que eles são competitivos pela mesma enzima para o seu metabolismo. Sendo assim, é necessário ter cautela ao consumir os dois tipos de gorduras, para se ter a quantidade adequada de cada um deles na dieta.
Atualmente existem recomendações de consumo diário de ômega-3 e ômega-6, e a relação adequada entre eles, para pessoas saudáveis. As recomendações para indivíduos que apresentem ou sejam portadores de alguma doença são baseadas em pesquisas científicas. Se você deseja saber a sua necessidade, procure um especialista, pois é o profissional adequado a fazer a prescrição dietética de acordo com as suas necessidades individuais.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
SAÚDE INTESTINAL X DISBIOSE
Vou começar falando sobre a saúde intestinal, que é essencial à qualquer tratamento.
Os povos orientais sempre acreditaram que todas as doenças começam no intestino, sendo que
este saber milenar está cada vez mais confirmado atualmente.
O conceito de disbiose intestinal está relacionado ao desequilíbrio na flora intestinal, entre bactérias benéficas e nocivas.
As causas da disbiose são a utilização indiscriminada de antibióticos, antiinflamatórios e laxantes, consumo excessivo de alimentos processados em detrimento da utilização do alimento in natura, exposição excessiva à toxinas ambientais, estresse, idade, tempo de trânsito intestinal, disposição de material fermentável (lactose por exemplo), fraca acidez estomacal, estado imunológico do indivíduo, e a má digestão.
A disbiose intestinal pode alterar a permeabilidade da mucosa intestinal, levado à absorção inadequada de bactérias e toxinas, quadro que pode gerar uma resposta inflamatória e quadros como sensibilidade à alimentos, e as mais diversas condições como depressão, artrite reumatóide, acne, urticária, hipovitaminoses (pela má absorção) etc.
Os sintomas deste distúrbio podem ser: constipação, diarréias, síndrome do intestino irritável, e flatulência, distensão abdominal, entre outros.
O tratamento consiste principalmente na utilização de prebióticos, que são tipos de fibras alimentares presentes na cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho, alho-poró, que estimulam o crescimento de bactérias benéficas, e a administração de probióticos, que são as bactérias benéficas que deveriam estar presentes no organismo em quantidades adequadas.
A presença das bactérias benéficas leva à fermentação dos prebióticos, produzindo substâncias que provocam a morte das bactérias nocivas, reequilibrando a flora intestinal.
Ademais, é necessário reduzir o consumo de carnes vermelhas, açúcares, carboidratos refinados, leites e derivados, e alimentos processados.
A reeducação alimentar faz parte do processo de recuperação do equilíbrio da flora intestinal!
Os povos orientais sempre acreditaram que todas as doenças começam no intestino, sendo que
este saber milenar está cada vez mais confirmado atualmente.
O conceito de disbiose intestinal está relacionado ao desequilíbrio na flora intestinal, entre bactérias benéficas e nocivas.
As causas da disbiose são a utilização indiscriminada de antibióticos, antiinflamatórios e laxantes, consumo excessivo de alimentos processados em detrimento da utilização do alimento in natura, exposição excessiva à toxinas ambientais, estresse, idade, tempo de trânsito intestinal, disposição de material fermentável (lactose por exemplo), fraca acidez estomacal, estado imunológico do indivíduo, e a má digestão.
A disbiose intestinal pode alterar a permeabilidade da mucosa intestinal, levado à absorção inadequada de bactérias e toxinas, quadro que pode gerar uma resposta inflamatória e quadros como sensibilidade à alimentos, e as mais diversas condições como depressão, artrite reumatóide, acne, urticária, hipovitaminoses (pela má absorção) etc.
Os sintomas deste distúrbio podem ser: constipação, diarréias, síndrome do intestino irritável, e flatulência, distensão abdominal, entre outros.
O tratamento consiste principalmente na utilização de prebióticos, que são tipos de fibras alimentares presentes na cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho, alho-poró, que estimulam o crescimento de bactérias benéficas, e a administração de probióticos, que são as bactérias benéficas que deveriam estar presentes no organismo em quantidades adequadas.
A presença das bactérias benéficas leva à fermentação dos prebióticos, produzindo substâncias que provocam a morte das bactérias nocivas, reequilibrando a flora intestinal.
Ademais, é necessário reduzir o consumo de carnes vermelhas, açúcares, carboidratos refinados, leites e derivados, e alimentos processados.
A reeducação alimentar faz parte do processo de recuperação do equilíbrio da flora intestinal!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Bem vindo leitor (a)!
Agora você vai poder acessar as últimas informações do universo da nutrição, e tirar as suas dúvidas!
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