quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Acúmulo de gordura visceral e fibras alimentares

Especialistas dividem a definição de gordura corporal em diferentes categorias: a gordura subcutânea, que você pode sentir sob a pele, e gordura visceral, que é um tipo mais perigoso escondido no abdomen, entre os órgãos.
A gordura visceral é nociva para a saúde devido ao risco aumentado de desenvolver intolerância à glicose, hipertensão arterial, dislipidemia, distúrbios da coagulação – componentes da famosa síndrome metabólica.
Em um novo estudo especialistas da Wake Forest University investigaram fatores que poderiam afetar a quantidade de gordura visceral em indivíduos. Eles estudaram mais de 1.100 adultos, através da verificação dos níveis de gordura visceral, da prática de atividade física, e do diário alimentar.
Foi observado um importante fator ligado à menor quantidade de gordura visceral, a ingestão de fibra solúvel. Para cada 10 gramas que os indivíduos ingeriram, o acúmulo de gordura visceral caiu em 3,7%. De acordo com o pesquisador-chefe, esta quantidade é encontrada em duas maçãs pequenas, uma xícara de ervilhas, e meia xícara de feijão. A atividade física também foi associada ao menor acúmulo de gordura visceral
Outras fontes de fibra solúvel são a aveia, laranja, pêra, milho, lentilha, cenoura e couve, o que significa que não será muito difícil encontrar fibras solúveis na sua próxima compra!
Proteja-se!

Fonte:
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/videos/news/fat_fiber_072711.html
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302006000200009

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Que tipo de leite você pode tomar

O leite de vaca vem sendo considerado causador ou catalisador de diversas condições de doença, e por isso cada vez mais profissionais da área da saúde têm desencorajado o seu consumo. Os motivos são:

1. Intolerância a lactose: ocorre por redução na produção da enzima lactase, levando a má digestão da lactose, o que pode gerar distensão abdominal, gases e diarréia, má absorção de nutrientes e desconforto.

2. Alergia às proteínas do leite: neste caso as proteínas do leite são estranhas ao organismo, o que desencadeia um processo alérgico com produção de anticorpos e reação inflamatória no organismo. Pode ocorrer nas alergias respiratórias e doenças auto-imunes (e em outras doenças como acne e obesidade, representando uma reação imunológica tardia; a maioria das pessoas desconhece a relação desses problemas inflamatórios com o leite).

Se você está privado ou optou por não ingerir o leite, aí vão algumas opções e sua indicação de uso:

Leite de vaca com baixo teor de lactose: Pode ser usado por pessoas que têm intolerância à lactose, porém alguns indivíduos ainda apresentam sinais de má digestão, pois não é totalmente isento (ainda tem 10% do teor de lactose do leite convencional). Contra-indicado para pessoas com alergia à proteína do leite.

Opções disponíveis no mercado

Zymil (Parmalat)
Sensy (Batavo)
Elegê com baixo teor de lactose (Elegê)

Leite de soja: indicado para quem tem intolerância à lactose ou alergia ao leite de vaca. Atenção: algumas pessoas apresentam alergia à soja ou formação de gases em excesso, observar individualmente.

Opções disponíveis no mercado:

Ades
Sollys
Shefa
Mais Vita
Naturis
Soymilk
Soylait

Leite de arroz: Indicado para indivíduos que não podem consumir soja (por alergia ou formação de gases) e leite de vaca (por intolerância a lactose ou alergia as proteínas do leite).

Opções disponíveis no mercado:

Bio Rice – Vita Well
Bio Rice Drink – The bridge
Bio V de arroz – Jasmine

Leite de aveia: Indicado para indivíduos que não podem consumir soja (por alergia ou formação de gases) e leite de vaca (por intolerância a lactose ou alergia as proteínas do leite). Atenção: é o único leite que contém glúten.

Opções disponíveis no mercado:

Bio Avena Drink – The Bridge
Bio V de Aveia – Jasmine

Escolha o seu!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

POUCAS HORAS DE SONO PODEM PESAR NA BALANÇA

Se você é daquelas pessoas que está sempre correndo, dorme pouco, passa o dia cansado, e não consegue perder peso, a base do problema pode ser o seu hábito de dormir.
Um estudo recente realizado na Suécia revelou que homens jovens que foram privados do sono e se alimentaram da mesma maneira habitual, apresentaram redução no gasto energético 5 e 20%, quando comparado ao gasto energético nos momentos que dormiram adequadamente.
Em outro estudo realizado no Nova Iorque Obesity Research Center foram recrutados 30 indivíduos jovens com peso normal, que passaram 5 noites no instituto em 2 períodos diferentes. Durante o primeiro período do estudo eles foram autorizados a dormir 9 horas por noite, e no segundo período apenas 4 horas, e em ambos períodos foram alimentados com uma dieta restrita nos primeiros 4 dias, e no quinto dia poderiam comer o que quisessem. Ao final do estudo foi verificado que quando eles foram privados de sono ingeriram cerca de 300 kcal a mais no quinto dia, quando comparado ao período que dormiram normalmente.
Pesquisadores dizem que existem algumas explicações possíveis para a ligação entre o sono e a alimentação. Uma delas é que as horas de sono são importantes para liberação dos hormônios que ajudam a controlar a ingestão alimentar; de acordo com os mesmos, o sono parece desempenhar um papel de gerenciador do momento em que você sente fome, e que tipos de alimento você tem vontade de ingerir. Outra suposição é que a privação de sono pode levar o indivíduo a ceder aos desejos, consumindo mais alimentos de alto índice glicêmico e ricos em gorduras.
Se o hábito de dormir pouco for frequente no dia a dia, pode predispor o indivíduo privado de sono a desenvolver obesidade, dizem os pesquisadores.

Desta maneira, conclui-se que se você dorme pouco pode:

Gastar MENOS energia + Ingerir MAIS calorias = saldo positivo de energia = GANHO DE PESO CORPORAL

Cuide do seu sono, mantenha o peso adequado e tenha uma vida saudável!


Fonte: http://bit.ly/pIBBTT American Journal of Clinical Nutrition, online June 29, 2011.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Disbiose intestinal X absorção

O intestino é o local onde ocorre o final da digestão dos alimentos, a absorção dos produtos da digestão (nutrientes, fitoquímicos, água etc), excreção daquilo que não é necessário ou que é nocivo ao organismo, e funciona como importante barreira imunológica, constituindo assim um órgão regulador da saúde.
O acúmulo de maus tratos com a função intestinal afeta o equilíbrio da microbiota, fazendo com que as bactérias nocivas aumentem, causando a disbiose intestinal.



*Possíveis causas da disbiose intestinal:
-Idade
-Estado nutricional
-Estresse
-Disponibilidade de material fermentável (lactose por exemplo)
-Má digestão
-Alimentação pobre em fibras
-pH intestinal
-Uso excessivo de antibióticos e antiinflamatórios
-Uso abusivo de laxantes (e fitoterápicos com efeito laxativo)
-Consumo excessivo de alimentos processados
-Baixa imunidade

A disbiose leva ao aumento na permeabilidade do intestino, o que resulta na absorção de produtos estranhos ao organismo como micro-organismos, toxinas e aditivos alimentares, na má absorção de nutrientes essenciais ao organismo, e na redução da capacidade de combater micro-organismos patogênicos.
A má absorção de nutrientes ocasionada pela disbiose intestinal pode trazer sérias consequências ao organismo, como a redução da competência imunológica, redução na capacidade antioxidante, deficiências nutricionais que podem causar doenças, desequilíbrios entre os nutrientes, etc.
Sabendo que a sua saúde é dependente da saúde intestinal, é importante se ter cuidados com a alimentação, evitando a ingestão excessiva de carnes vermelhas, ovos, leites e derivados, açúcares, e alimentos processados. Deve-se assim investir em alimentos fonte de frutooligosacarídeos (componentes que estimulam o crescimento da microbiota saudável) como: polpa de banana verde, cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho e alho-poró, além de frutas e cereais. Em alguns casos deve-se fazer reposição de micro-organismos (probióticos), mas isso deve ser avaliado individualmente.
Volto a reforçar que em qualquer tratamento nutricional o bom funcionamento intestinal é essencial. Muitas vezes podemos apresentar sinais e sintomas de problemas relacionados ao mal funcionamento do intestino sem sabermos essa relação; desta maneira procure um nutricionista e trate o seu intestino, ele é um grande aliado da sua saúde!

ALMEIDA et. al., Rev Bras Nutr Clin 2009; 24 (1): 58-65.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Acne e dieta

Acne vulgaris, a doença de pele mais comum da civilização ocidental, tem sido relacionada à alimentação insulinotrópica, ou seja, aquela baseada em produtos que levam a liberação exagerada de insulina. Estima-se que 85% dos adolescentes ocidentais sofrem desta doença, e a dieta ocidental baseada em produtos lácteos e carboidratos de alto índice glicêmico tem ganhado destaque como fator influente no surgimento da doença. Especialmente os leites e derivados, e os produtos a base de proteína do soro do leite contribuem para elevação pós-prandial da insulina e do IGF-1, hormônios que provocam ativação das cascatas metabólicas que levam ao aumento da produção de gordura nas glândulas sebáceas, ocasionando a inflamação folicular. Outros alimentos relacionados ao surgimento do acne vulgaris são os carboidratos de alto índice glicêmico, ou seja, aqueles que aumentam rapidamente a glicose no sangue, como açúcares, farinhas refinadas, pães, bebidas industrializadas açucaradas, doces, etc.
Desta maneira, para tratar e evitar o surgimento do acne é necessário tomar as seguintes medidas:
1. Aumentar o consumo de frutas e verduras com cascas, talos e folhas; substituir as farinhas, pães brancos e cerais refinados pelas versões integrais.
2. Substituir as bebidas prontas (sucos, refrigerantes, chás, etc) por sucos de frutas naturais pouco coados e sem adição de açúcares.
3. Reduzir a quantidade de leites e derivados consumidos diariamente.
4. Reduzir a quantidade de doces na dieta.
5. Promover a educação nutricional do indivíduo submetido à dieta.
Estas medidas podem ser tomadas por indivíduos que buscam a redução da acne, ou até mesmo aqueles que desejam evitar o surgimento da mesma; entretanto, quando se trata de adolescentes e crianças o tratamento deve ser feito com acompanhamento nutricional, devido à fase delicada de crescimento. Procure um nutricionista!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CUIDADOS COM OS POLIVITAMÍNICOS E MINERAIS

Os polivitamínicos e minerais têm sido usados de forma indiscriminada devido aos apelos da indústria farmacêutica através das embalagens e propagandas, e à não necessidade de prescrição médica para a compra.
É certo que a ingestão adequada de vitaminas e minerais trás benefícios ao organismo, proteção, bem como promove seu funcionamento adequado em nível intra e extra-celular. Entretanto, o que a maioria dos consumidores desta classe de suplementos não sabe é que cada indivíduo tem uma necessidade de minerais e vitaminas diferente, que depende da idade, do sexo, das condições clínicas que apresenta, da prática e intensidade da atividade física, da constituição genética, e do nível de estresse físico e psicológico; e muitas vezes não há necessidade de suplementação, pois apenas a alimentação supre as demandas fisiológicas do indivíduo.
Além das necessidades individuais, outro fator que deve ser questionado ao optar pelo uso destes suplementos é a composição dos mesmos e a forma química dos nutrientes.. muitos nutrientes interferem na absorção de outros, e a forma química é muito importante para permitir que sejam absorvidos, principalmente se você tem alguma deficiência.
Entretanto para algumas pessoas que não têm sinais e sintomas clínicos de deficiências, mas que a alimentação é inadequada, o uso pode ser benéfico, dependendo da formulação dos nutrientes.
Se você optar pelo uso de polivitamínicos e minerais deverá levar em conta: sua individualidade bioquímica, seus sinais e sintomas de deficiência e excesso de nutrientes, exames bioquímicos, horários e dosagens, interação com os alimentos, e a composição do polivitamínico em minerais e vitaminas, bem como a forma química destes. Para esta avaliação procure um nutricionista, que é o profissional mais adequado para prescrever e orientar o uso.

terça-feira, 29 de março de 2011

PREPARE SEU SISTEMA IMUNOLÓGICO PARA O INVERNO!

A chegada do inverno traz consigo bruscas mudanças climáticas que predispõem os indivíduos a diversas afecções, como gripes, resfriados, infecções respiratórias, etc. Para evitar essas condições é preciso afastar os fatores de risco, como alimentação inadequada, baixa ingestão de água, estresse psicológico e físico, exposição à ambientes insalubres, etc.
Nesta época do ano o grande segredo para assegurar a saúde é fortalecer o sistema imunológico previamente; assim o organismo dispõe de substratos para combater os agentes que provocam essas doenças.
A nutrição desempenha papel essencial neste processo, pois a disponibilidade de nutrientes no organismo é o ponto crítico na formação, crescimento e manutenção de células e moléculas de defesa do sistema imune.

Portanto consuma diariamente:
1. Alimentos fonte de proteínas: carnes magras, leite e derivados, ovos, e leguminosas (feijão, soja, grão de bico, lentilha, etc). Vale lembrar que algumas pessoas apresentam alergias ou reações subclínicas à alguns tipos de proteínas, e assim devem ser avaliadas individualmente.
2. Alimentos fonte de ômega-3: peixes (principalmente de águas frias) e linhaça (estabilizada).
3. Alimentos fonte de ômega-6: óleos vegetais em geral, castanhas, nozes, amêndoas.
4. Alimentos fonte de vitamina C: acerola, laranja, limão, abacaxi, morango, entre outros (frutas sempre frescas ou em suco natural; o processamento sempre provoca perda significativa desta vitamina).
5. Alimentos fonte de vitamina E: óleos vegetais, abacate, nozes, castanhas e amêndoas.
6. Alimentos fonte de B-caroteno: Cenoura, mamão, melão (espécies alaranjadas), abóbora, folha de brócolis, espinafre, couve (importante ingerir junto à uma fonte de gordura para melhorar a absorção).
7. Alimentos fonte de vitamina D: óleos vegetais, ovos (gema).
8. Alimentos fonte de zinco: peixes, ostras, mariscos, carnes vermelhas, aves, nozes, cereais integrais.
9. Alimento fonte de selênio: castanha do Pará.
10. Alimentos fonte de nutrientes especiais (flavonóides, catequinas, carotenóides, etc): cogumelos, mel, geléia real, chá verde, suco de uva integral sem açúcar.

Além do citado, outros pontos são importantes:
1. Fazer ingestão energética adequada: ou caso contrário o organismo consumirá proteínas e poderá ocorrer redução da competência imunológica.
2. Variar a alimentação: outros nutrientes e fitoquímicos (substâncias presentes nos alimentos de origem vegetal) são adjuvantes no processo de defesa orgânica, e para adquirí-los é preciso seguir uma dieta com grande variedade, principalmente de frutas, hortaliças e temperos.
3. Ingerir o volume de água adequado (em média 2 litros ao dia).

Para estimular ainda mais o sistema imune você poderá utilizar outros nutrientes especiais através de suplementos como a glutamina, arginina, ácidos nucléicos, e probióticos, sempre sob orientação profissional.
Lembre-se que cada indivíduo possui sua necessidade nutricional, e assim deve ser avaliado cautelosamente, principalmente antes do uso de suplementos. Consulte seu nutricionista e proteja-se neste inverno!